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Roda de Trinca Ferro » 1º Trovão em - 16/09/2012

Dr.Luiz Alberto Shimaoka - CRMV 6003

A Clinica Veterinária Shimaoka representada pelo Dr. Luiz Alberto Shimaoka, veterinário CRMV 6003 a mais de 20 anos, está apto a prestar atendimento de urgência, cirurgias, consultas e atendimentos agendados em residências e criadouros , para prestar consultoria e acessoria administrativa na instalação de aviarios, criadouros e outros , para obter os melhores resultados de produtividade e qualidade na sua criação. Médico Veterinário atuante com cães, gatos, répteis e "Especialmente em Aves Exóticas e Silvestres"

Umbigo - Onfalite

Onfalite
Umbigo? 
Você nunca viu e pode até achar engraçado, mas as aves têm umbigo sim e este local pode ser uma porta de entrada para diversos problemas que podem afetar a saúde do pássaro, entre eles a "onfalite". Confira!
Parece estranho falarmos de onfalite que nada mais é do que a inflamação do umbigo podemos pensar ..." umbigo de aves?" . Sim é verdade as aves possuem umbigo e é por ele onde passa o "alimento" para dentro do filhote que está se formando no interior do ovo.
Quando os filhotes estão prestes a nascer ocorre um "englobamento" do resto da gema do ovo para dentro do abdômen e este local por onde havia a abertura para entrada do alimento do filhote se fecha , formando-se assim o umbigo . Assim determinado o sentido em "onfalite" que é caracterizada pela inflamação ou infecção desta abertura , antes de cicatrização dos mesmo , em aves recém-nascidas.
A causa esta associada ao excesso de umidade e alta contaminação do ninho podemos citar vários fatores que facilitam a contaminação do ninho, como: má higiene, aves com diarreia, água contaminada, entre outras. E excesso de umidade pode estar associada a uma deficiente aeração local; local com umidade excessiva , local frio aonde água tem dificuldade de se evaporar, entre outros . 

A onfalite não é uma doença de característica infecciosa, ou seja não passa de um filhote para outro . O que ocorre é a contaminação do umbigo da ave por bactérias oportunistas, como: os coliformes fecais, " Sthaphylococcus" , " Pseudomonas" , "proteus" , entre outras bactérias , icasuibabdi a bçai cucatrização do local e assim se instalando a doença. 

Nesta fase, qualquer forma de estresse ao filhote facilita o agravamento da doença e isso pode aumentar a agressividade da mesma , causando um maior número de mortes. 

Mudanças climáticas com calor e frio, má alimentação, muito barulho,piolhos (que expulsam a fêmea do ninho e enfraquecem os filhotes), água suja ou contaminada com fezes ou outras sujidades , fazem com que a resistência do(s) filhote(s) caia levando a facilitação da onfalite ou mesmo à sua progressão e morte. 

* Como sinais clínicos podemos encontrar: 
- Aves deprimidas que não possuem forma para pedir comida e vão a óbito.
- Aves com caraterísticas totalmente normais e após algumas horas vão a óbito. 
- Aves com o umbigo inflamado e às vezes com secreção e crostas. 

* Podemos encontrar outros sinais, mas teremos de ficar com uma visão mais atenta, pois são sinais internos, como: 
- Prevenção de saco de gema ( que é o reservatório do resto da gema do ovo que nutre o filhote após o nascimento) não absorvido e às vezes com rompimento e " vermelhão" local , o que pode provocar uma inflamação dos tecidos e inchaço. 
- Peritonite (que é a inflamação da " pele" que envolve os órgãos internos ) o que leva ao enfraquecimento e morte do filhote.
- A morte dos filhotes pode ocorrer até alguns dias após o nascimento. 
- Filhotes que resistem, mas normalmente são mais fracos e débeis. 

O diagnóstico é baseado na história , nos sinais clínicos e nos achados de necropsia das aves mortas. 

O tratamento é pouco eficaz por ser um problema que afeta a ave em uma fase da vida muito delicada , na qual a resposta deixa a desejar e a recuperação é difícil . O melhor meio de nos protegermos desta doença é dificultamos a sua entrada,  isso como cuidados para dificultarmos que os ninhos e ovo se sujem e facilitem a contaminação dos filhotes. 

A profilaxia ou prevenção é baseada em não permitirmos que ocorra a contaminação dos ovos em choco e dos filhotes ao nascerem . É um processo difícil e não depende somente de nossa boa vontade, pois há vários aspectos que não devemos esquecer: 

- Temos que observar os hábitos de higiene da fêmea com relação ao ninhos e filhotes e sua alimentação. 
- Temos que ter cuidado com os ninhos e fazer a sua troca e desinfecção de modo periódico, pois são determinantes no controle de doenças. 
- Gaiolas com fundo em grande para minimizar o contato da fêmea com os seus excrementos (fezes e urina). 
- Água e alimento de boa qualidade oferecidos de forma que não fiquem expostos a contaminação de fezes de animais que habitam a gaiola ou viveiro. 
- Prevenção e controle de doença que possam afetar a higiene das gaiolas , viveiros ou mesmo ambiente nos quais as aves são alojadas. Doenças como coccidiose, giardíase, enterites (diarreia) bacterianas, verminoses , entre outras. 
- Limpeza de ambiente, acessórios (banheiras , comedouros , poleiros , unhas , porta vitaminas, ....) , gaiolas , entre outros. 

Como vimos a doença é integrada, pois quando encontra as condições favoráveis para o seu desenvolvimento afeta as aves de um modo agressivo e as expectativas de recuperação são mínimas. 
Assim devemos ter cuidado de tentar manter o local o mais limpo possível, para que minimizemos o aparecimento e incidência do problema em nossos plantéis. Vale ressaltar que no caso de ovos que são colocados para chocar em chocadeiras, devemos ter um cuidado especial com a higiene da mesma pois é um foco comum de contaminação de ovos e filhotes recém-nascidos. 

E nunca esqueça:
Em caso de dúvidas ou quaisquer problemas sempre procure o auxílio de um Médico veterinário.

Agradecimentos.:
» Revista Passarinheiros & Cia
» Dr Luiz Alberto Shimaoka - Clinica veterinária Shimaoka
» Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres - CRMV 6003

3 comentários

Unknown disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Jonnatha disse...

Faltou falar um pouco sobre o tratamento!

Ademir Monego disse...

Olá Boa noite Dr Luiz tudo bem gostaria de uma informação c possível tenho uma Calopsita com clamidiose qual o melhor medicamento vc me indicaria

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